Grupo de Jovens da Paróquia de Mafamude

Pe. Jorge Duarte

1) Quem é o Pe. Jorge Duarte?

Homem de 58 anos, nasceu em Vila do Conde e passou, como padre, pelo Porto, Santo Tirso e agora Gaia. Ah, sou o mais velho de três irmãos.

2) Alguma vez se imaginou não sendo padre?

Antes de o ser, sim. Pensei se devia ser padre ou advogado. A convicção de que por aqui seria mais feliz, fez-me optar por este caminho.

3) Alguma vez questionou a vocação?

Muitas. Às vezes mais forte, outras menos forte, mas sempre encontrei razões para ultrapassar e ser o que sou hoje.

4) A Igreja Católica obriga os padres ao celibato. Se lhes fosse possível constituir família não haveria mais jovens a seguir esse caminho? Não seria possível conciliar ambos?

Possível é. Mas não sei se haveria mais jovens a quererem ser padres. Penso que a vocação não depende só disso.

Durante muitos séculos os padres puderam ser casados; acho que é uma coisa que vai voltar a acontecer: as pessoas casadas poderem ser ordenadas padres.

5 ) Neste mundo em crise também há crise de vocações. Vê alguma saída?

Saída há sempre para tudo. Não se pode isolar a crise de vocações do resto. Há crise para aquilo que empenha a vida toda, como o casamento. Espero que seja um ciclo da História. Espero que tenha trazido uma razão para pôr as pessoas a pensar na possível vocação. Haver menos padres foi bom porque serviu para as pessoas que o não são darem o seu contributo na Igreja. Antes os padres faziam tudo e os leigos apenas iam à missa; agora têm mais oportunidades de interagirem.

6) E se as mulheres pudessem ser ordenadas, a Igreja não seria de outra forma?

Seria diferente. Na Igreja Católica, as mulheres não poderem ser ordenadas não tem a ver com dignidade, nem poder, nem mandar. Ser padre é um serviço. É só por uma questão de ser fiel aos apóstolos, que eram homens.

7) Além da vida como pároco, actua noutras áreas nomeadamente na rádio. Porquê?

Fui convidado há muitos anos. Quando terminei o curso fui nomeado chefe da redacção do jornal da Diocese e convidado para a Rádio Renascença. Gostei muito e por isso continuo. Cada vez mais a rádio, Net, TV são os novos púlpitos que ajudam a difundir a mensagem de Jesus.

8) O que pensa do facto de ter paroquianos que acham que será o sucessor de D. Manuel Clemente?

Estão muito enganados. Esse perigo não corro; não aceitaria.

É daquelas coisas que não está no meu horizonte e não há hipótese de acontecer.

9) Acha que ao longo destes anos como pastor tem conseguido juntar as suas ovelhas? 

Algumas… temos sempre a sensação de que a nossa acção tem valido a pena. Para alguns tem de certeza e por isso continuo a ser o que sou.

10) Consegue com facilidade motivar e atrair os jovens. Qual o segredo?

Em primeiro lugar não sei se consigo. Não há segredos. Tento, por um lado, pôr-me na pele deles e tentar compreender angústias, esperanças, alegrias, medos que passam; por outro lado, procuro ouvi-los. Nem sempre é fácil, mas procuro fazê-lo.

11) Debatendo-se o país com grandes problemas de ordem social e económica, que mensagem deixa aos jovens para este ano?

É importante distinguir o útil do fútil, isto é, o que é essencial do acessório e que a crise, no meio das dificuldades, nos pode ajudar a todos a descobrir que valemos mais pelo que somos do que pelo que temos.

FLASH

Vida  –  Sentir-me feliz dia após dia

Viagem  –  África Central

Paixão  –  Ser Padre

Pessoa  –  Mãe

Sentimento  –  Gratidão

Comida  –  Cozido à Portuguesa

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