Grupo de Jovens da Paróquia de Mafamude

Pedro Mêda

  • O que te levou a formar o CRES’SERjovem?

O CRES’SERjovem nasceu de um desafio proposto pelo Padre Jorge a mim e ao Tozé. Uma das razoes que me fez aceitar foi o facto de já conhecer os jovens que lá estavam e saber que conseguiriam dar continuidade ao grupo, um dia, quando eu tivesse de sair.

Às vezes precisamos de um sinal da Sua existência… E eu estava a precisar. Foi este o Seu sinal e foi isso que me fez aceitar.

  • O que esperavas alcançar?

Nao sei, mas muito menos do que aquilo que se conseguiu. O objectivo era criar um grupo que pudesse viver muito além dos seus orientadores.

Ao longo deste tempo houve muita gente que chegou e se integrou, mesmo não sendo o esteriotipo de pessoas fáceis de integrar. O mais normal é um adolescente entrar para o grupo quando completa o seu percurso de catequese. As outras pessoas vieram para o grupo porque procuravam alguma coisa. Integraram-se e foram integradas pelo grupo. Acabaram por se revelar muito bons elementos, com gemada influência, que contribuem e estao presentes.

  • Porquê CRES’SERjovem?

Já tinham existido vários grupos de jovens em Mafamude, este tinha de ter um nome e uma marca. Isto, se calhar, deve-se à minha profissão mas o grupo tinha de ter um nome e símbolo!

Começando pelo fim: “jovem” deve-se ao facto de sermos um grupo de jovens; “CRES’SER” tem três significados – crescer sendo jovem, crer em ser jovem e ser jovem.

Depois tinha de haver as camisolas, o logótipo, as cores… Tudo isto surguiu naturalmente, no meio de uma reunião e acho que correu bem.

  • Como foi viveres no grupo?

Foi muito bom. É muito bom. É uma casa onde conhecemos os cantos, as pessoas, temos sempre tema de conversa. Sentimo-nos em casa e encontramos uma segunda família onde crescer de forma saudável.

Algumas das experiências mais positivas da minha vida foram nos grupos de jovens: as JMJ de 2000 foi um momento muito positivo; a primeira ida a Taizé, já era mais velho, mas foi igualmente fantástico!

Como já disse, houve muitas experiências muito marcantes e o grupo é como uma família.

  • Como vês hoje o nosso grupo? Mantém-se fiel aos objectivos iniciais?

Vejo o grupo muito bem. O facto de continuar para mim já é suficiente. Manter-se é bom, mas manter-se bem, é óptimo!

O grupo cresceu e cresceu bem! Por exemplo, o “Atreve-te a Ajudar” era um projecto que eu não ousaria começar pela minha mão. Sabia que não tinha a disponibilidade necessária para ele.

Manteve-se fiel? Não, mas isso é bom porque ele cresceu e inovou!

O melhor de tudo é que volto e sinto-me bem!

  • Na tua opinião o que é preciso para CRES’SERjovem?

Muita força. Força para enfrentar tudo o que nos vai acontecendo na vida.

Somos seres sociáveis, com talentos e limitações. Temos de por os talentos a render e deixar que nos ajudem nas nossas limitações. Temos de crescer juntos e crescer na nossa Fé. Temos de nos ajudar para crescermos e sermos mais e melhor.

Eu tenho um exemplo, que aconteceu comigo: foi em Taizé. Lá, nos somos separados em grupos para as diferentes actividades. Ao longo de toda a semana senti que havia uma pessoa que precisava de algo. No último dia fui falar com ela. Estava com problemas e passámos ali a tarde a conversar. No fim, cheguei à conclusão que a tinha ajudado e isso fez-me crescer.

Costumo dizer que uma tarde num estaleiro vale mais que um semestre de aulas. É preciso sermos humanos, sermos uns para os outros.

  • Que mensagem deixas ao CRES’SERjovem para que ele continue a crescer?

Conservem o espírito de união, o ser grupo, é das maiores riquezas que se pode ter. É preciso saber aproveitar os bons momentos e sabê-los viver com grande intensidade. Um dia mais tarde, se tivermos de deixar o grupo e podemos dizer, e sentirmo-nos bem ao dizê-lo, que fizemos isto ou aquilo no grupo.

Recordo com muita saudade algumas coisas que vivi no grupo e porque as vivi com toda a intensidade possível. Foram três anos e meio muito fortes.

  • Quais considerarias os teus melhores momentos no nosso grupo?
    1. 14 Outubro 2006: a primeira reunião – foi sem dúvida inesquecível!
    2. Encontro de grupos de jovens em Arcozelo – Mafamude partiu a loiça toda! Causamos um grande impacto.
    3. Todas as Janeiras – sempre muito frio, mas sempre muito boas.
    4. Retiro em Fátima com a catequese da adolescência – grande parte dos elementos do GJ teve o seu primeiro contacto connosco aqui.
    5. Primeira ida a Taizé – foi o culminar de uma experiência de Fé muito singular. Nunca estive com um grupo tão grande de pessoas em sintonia.
    6. 17 Abril 2010: presença do grupo no nosso casamento – foi uma alegria muito grande para nós estarem no nosso casamento. Tínhamos de ter a família, os amigos e o CRES’SERjovem!

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