Grupo de Jovens da Paróquia de Mafamude

21 de Janeiro de 2012

A reunião do CRES’SERjovem, de 21 de Janeiro de 2012, começou com uma leitura de uma passagem do Livro dos Géneses, Gn 16, 1-4. Nesta passagem é contada a história de Sarai, que era estéril e, por esse motivo, sugeriu ao marido que tivesse um filho com sua escrava sendo que, após o seu nascimento, seria tomado como seu.

Em seguida, questionou-se sobre qual seria a reacção da sociedade caso esta história fosse notícia nos dias de hoje. Chegou-se à conclusão que apesar de na época ser aceite, devido ao contexto cultural vigente, na actualidade esse método não se coloca, mas caso uma mulher tivesse algum problema no seu útero que impedisse de desenvolver uma criança e tivesse de recorrer a barrigas de aluguer, este é um problema similar ao de Sarai. O tema barrigas de aluguer foram debatidas, esta semana, na Assembleia da República.

Assim, começou a averiguação da opinião dos elementos do grupo sobre barrigas de aluguer. Foi cedo perceptível que as opiniões não eram homogéneas, havendo quem apoiasse este processo e quem não concordasse.

Alguns dos argumentos de quem defendia o recurso a barrigas de aluguer foram:

  • o facto de a família poder dar continuidade ao seu legado genético mesmo que a mulher não pudesse suportar uma gravidez;
  • que, independentemente quem suportou a gravidez, os seus pais biológicos iriam amar a criança;
  • que é um processo médico seguro e eficaz;
  • que a mulher que seria barriga de aluguer estaria a prestar um serviço.

Quem era contra a prática deste processo de reprodução defendia que:

  • não era necessário esta medida extrema pois existe sempre a opção de adoptar uma criança entre os milhões que estão à espera de uma família;
  • que podem existir implicações psicológicas tanto na criança como na mulher que suportou a gravidez e que se vê obrigada a deixar a vida que criou durante 9 meses;
  • que se trata o útero da mulher e o próprio bebé como bens matérias, ou seja, não é dada a importância devida a ambos os factores, a vida humana e seus órgãos.

Gerou-se um debate de opinião sobre as barrigas de aluguer em geral, tendo o debate sido desvirtuado, posteriormente, com casos mais particulares como o caso de pais solteiros ou homossexuais. Discutiram-se possíveis condições para esta prática, como por exemplo elaboração de testes psicológicos, tanto à mulher que cede o útero, bem como aos pais, para averiguar se ambos estariam preparados para enfrentar todas as fases deste processo; exames físicos e hormonais à mulher que se candidata a ser barriga de aluguer, de forma a averiguar possíveis doenças que possam surgir, remuneração da barriga de aluguer, entre outros.

Homologamente à questão generalizada, estes casos específicos revelaram que existem muitas opiniões distintas em relação a esta questão.

Abordou-se algumas leis existentes noutros países que regulam estes processos, como nos Estados Unidos da América, e a lei de base para este processo que poderia ser criados e discutida em Portugal.

Por último, mostrou-se a posição da Igreja sobre esta técnica de reprodução, que a reprova alegando que a criança e a mulher que serve de barriga de aluguer são tratadas como mercadoria pondo assim em causa a dignidade de ambos.

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